sábado, 16 de novembro de 2013
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
O Saci e a vela benta
Lá no bairro do Gramado, em Redenção da Serra. Um
Saci pegou a encher o saco em volta da casa do Chico Joana. E o pobre
cachorro dele, o Manhoso, corria quase toda noite atrás do perneta. O Danado é
louco pra provocar a cachorrada. Fica com aquela risadaiada e assobiada na
frente dos cachorros, aquele pega e não pega, e assobio pra lá e pra cá, e nada
de ver ninguém.
Estava perturbando todo mundo na vizinhança.
Colocava terra na panela de feijão, dava nó na crina dos cavalos, espatifava
com a galinhada no terreiro, sujava as roupas no varal. Tava uma desordem só!
Chamaram então o pároco da vila, o padre Zé Luís
para benzer a casa, mas, de nada adiantou. O Saci continuou a azucrinar por lá
ainda.
Então, o Zé Pereira, um amigo do Chico ficou
sabendo do ocorrido, veio e disse.
– Óie Chico! Benzimento não adianta! Esses bichos
são meio atrapaiados mêmo. Quando cismam com algum lugar ficar por ali
tentando! Mai, eu vô te ensiná um negócio para tocar esse sujeitinho daqui de
uma vez por todas.
– Faz um negócio! Arruma uma vela benzida, uma vela
Benta. Põe cera da vela no cartucho da espingarda, dá uns pingos de cera no
lugar do chumbo e carrega com pólvora. Coloca também uma buchinha pra modo de
não cair à carga.
– E daí ocê fica esperando de tocaia na moita à
noitinha. Quando ele aparecer, carque fogo nele!
– Òie Zé! Pois eu vô tratá de arrumá isso hoje
mêmo! Num guento mais esse endiabrado!
E o Chico Joana preparou o cartucho, e dia seguinte
começou a ficar de prontidão toda tarde, na beira da estrada. Não demorou
muito, no terceiro dia de tocaia, quando foi de tardezinha, quase no escurecer,
o Saci apareceu e com ele aquela bagunça de novo. Era só assobio e a barulheira
pela estrada.
A cachorrada vinha latindo vindo atrás do
redemoinho de vento, dando pega no meio da poeira e tentando cercar o Saci. O
Manhoso já estava esperando pra se juntar a cachorrada perto da encruzilhada.
O Chico pegou a espingarda e colocou o cartucho
preparado com a cera da vela Benta, apontou um palmo na frente do redemoinho. E
BLAM! Acertou bem no meio do Saci!
O Pererê se espatifou no chão, quase que perde a carapuça
no tombo. Saiu rolando de raiva deu um último assobio ardido e sumiu no meio do
matão.
Depois daquela noite, não apareceu mais Saci por
aquelas bandas. Parou toda aquela bagunça de antes. Dizem que o Saci não gosta
de vela Benta e nem de cruz. E é verdade mesmo!
A noite do Lobisomem
O Tavinho Pereira contava que numa certa época, o Mário e a Teresa, sua esposa, apareciam muito na casa dos Pereiras ao
anoitecer. Ficavam proseando por horas, e depois o Mário sempre mandava a
Teresa ir embora na frente e ele ficava até mais tarde para ir embora mais à
noite. Ele sempre fazia isso.
Depois de um tempo eles tiveram uma filhinha. Uma tarde a Teresa deu
banho na menina, tomou banho também, se arrumou e disse ao Mário, que estava
sentado na encruzilhada, que queria ir com ele na casa dos Pereiras naquela
noite.
- Hoje não! Outro dia você vai, mas hoje não!
Ela teimou e acabou indo junto com ele naquele dia, era uma sexta-feira.
Ficaram lá até umas nove horas e o Mário logo mandou a mulher ir embora
com a criança, mas ela novamente teimou e ficou com o marido.
Então se despediram e foram embora. Chegando no bairro do Vinte
Alqueires, onde tinha um capão de mato para baixo da estrada, o Mário disse à
mulher:
- Vá embora que eu vou fazer umas necessidades aqui embaixo e depois eu
vou!
Ela ficou na estrada e depois de um tempo chamou por ele e não teve
resposta.
Ele não apareceu. Ela ficou com medo, e foi embora sozinha.
Ainda escutou a cachorrada latindo ao longe na estrada.
Chegando em casa, ela fechou o portão e a porta com a tramela e foi se
deitar.
Passada algumas horas, o Mário apareceu.
- Quase morri de medo Mário! – explicou ela sobre o sumiço do marido.
- É, eu falei para você não vir comigo essa noite! Mas você é teimosa e
veio!
Essa história foi a própria Teresa que contou pros vizinhos no dia
seguinte.
Apesar de tudo, o Tavinho Pereira não acreditava que o Mário Cavaieiro
era um Lobisomem, pois eles tinham ido pescar bagres no ribeirão diversas
vezes, ficavam até de noite, e nunca aconteceu nada com o Mário.
domingo, 20 de outubro de 2013
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Oficina de desenho - Contos de Assombramento em quadrinhos
Oficina realizada dia 8 de junho com os alunos do sétimo ano do Colégio Parthenon em Guarulhos, durante a FLIPAR 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
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