quarta-feira, 30 de abril de 2014

domingo, 13 de abril de 2014

Oficina de Desenho em Redenção da Serra







Oficina de desenho com os alunos da Escola Cel. Queiroz em Redenção da Serra - SP realizado no último sábado dia 12 de abril. Os meninos estão de parabéns! Arrebentaram nos desenhos! Continuem assim ferinhas do lápis!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Seca no Sertão


Isabelle Christine: Entre dois mundos

Lançamento do livro Isabelle Christine: Entre dois mundos


Dia - 21 de fevereiro
Horas - 19h30
Local - Igreja de Santo Afonso de Ligório
Endereço - Rua José Rossi, 431 - Jardim Paraíba - Aparecida - SP

A jovem Monique Cristina nos dá uma lição de vida ao realizar seu sonho de publicar um livro!
Nada é empecilho na estrada dessa menina!
Parabéns!



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O Saci e a vela benta



Lá no bairro do Gramado, em Redenção da Serra. Um Saci pegou a encher o saco em volta da casa do Chico Joana.  E o pobre cachorro dele, o Manhoso, corria quase toda noite atrás do perneta. O Danado é louco pra provocar a cachorrada. Fica com aquela risadaiada e assobiada na frente dos cachorros, aquele pega e não pega, e assobio pra lá e pra cá, e nada de ver ninguém.
Estava perturbando todo mundo na vizinhança. Colocava terra na panela de feijão, dava nó na crina dos cavalos, espatifava com a galinhada no terreiro, sujava as roupas no varal. Tava uma desordem só!
Chamaram então o pároco da vila, o padre Zé Luís para benzer a casa, mas, de nada adiantou. O Saci continuou a azucrinar por lá ainda.
Então, o Zé Pereira, um amigo do Chico ficou sabendo do ocorrido, veio e disse.
– Óie Chico! Benzimento não adianta! Esses bichos são meio atrapaiados mêmo. Quando cismam com algum lugar ficar por ali tentando! Mai, eu vô te ensiná um negócio para tocar esse sujeitinho daqui de uma vez por todas.
– Faz um negócio! Arruma uma vela benzida, uma vela Benta. Põe cera da vela no cartucho da espingarda, dá uns pingos de cera no lugar do chumbo e carrega com pólvora. Coloca também uma buchinha pra modo de não cair à carga.
– E daí ocê fica esperando de tocaia na moita à noitinha. Quando ele aparecer, carque fogo nele!
– Òie Zé! Pois eu vô tratá de arrumá isso hoje mêmo! Num guento mais esse endiabrado!
E o Chico Joana preparou o cartucho, e dia seguinte começou a ficar de prontidão toda tarde, na beira da estrada. Não demorou muito, no terceiro dia de tocaia, quando foi de tardezinha, quase no escurecer, o Saci apareceu e com ele aquela bagunça de novo. Era só assobio e a barulheira pela estrada.
A cachorrada vinha latindo vindo atrás do redemoinho de vento, dando pega no meio da poeira e tentando cercar o Saci. O Manhoso já estava esperando pra se juntar a cachorrada perto da encruzilhada.
O Chico pegou a espingarda e colocou o cartucho preparado com a cera da vela Benta, apontou um palmo na frente do redemoinho. E BLAM! Acertou bem no meio do Saci!
O Pererê se espatifou no chão, quase que perde a carapuça no tombo. Saiu rolando de raiva deu um último assobio ardido e sumiu no meio do matão.
Depois daquela noite, não apareceu mais Saci por aquelas bandas. Parou toda aquela bagunça de antes. Dizem que o Saci não gosta de vela Benta e nem de cruz. E é verdade mesmo!

A noite do Lobisomem



O Tavinho Pereira contava que numa certa época, o Mário e a Teresa, sua esposa,  apareciam muito na casa dos Pereiras ao anoitecer. Ficavam proseando por horas, e depois o Mário sempre mandava a Teresa ir embora na frente e ele ficava até mais tarde para ir embora mais à noite. Ele sempre fazia isso.
Depois de um tempo eles tiveram uma filhinha. Uma tarde a Teresa deu banho na menina, tomou banho também, se arrumou e disse ao Mário, que estava sentado na encruzilhada, que queria ir com ele na casa dos Pereiras naquela noite.
- Hoje não! Outro dia você vai, mas hoje não!
Ela teimou e acabou indo junto com ele naquele dia, era uma sexta-feira.
Ficaram lá até umas nove horas e o Mário logo mandou a mulher ir embora com a criança, mas ela novamente teimou e ficou com o marido.
Então se despediram e foram embora. Chegando no bairro do Vinte Alqueires, onde tinha um capão de mato para baixo da estrada, o Mário disse à mulher:
- Vá embora que eu vou fazer umas necessidades aqui embaixo e depois eu vou!
Ela ficou na estrada e depois de um tempo chamou por ele e não teve resposta.
Ele não apareceu. Ela ficou com medo, e foi embora sozinha.
Ainda escutou a cachorrada latindo ao longe na estrada.
Chegando em casa, ela fechou o portão e a porta com a tramela e foi se deitar.
Passada algumas horas, o Mário apareceu.
- Quase morri de medo Mário! – explicou ela sobre o sumiço do marido.
- É, eu falei para você não vir comigo essa noite! Mas você é teimosa e veio!
Essa história foi a própria Teresa que contou pros vizinhos no dia seguinte.
Apesar de tudo, o Tavinho Pereira não acreditava que o Mário Cavaieiro era um Lobisomem, pois eles tinham ido pescar bagres no ribeirão diversas vezes, ficavam até de noite, e nunca aconteceu nada com o Mário.