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quarta-feira, 5 de junho de 2019
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Causos na noite
Contação de Histórias de Assombração em Redenção da Serra - SP
Em comemoração ao Dia do Folclore - 22 de Agosto 2016
domingo, 31 de janeiro de 2016
Desenhos de Alunos da Fundhas em São José dos Campos baseados no livro Contos de Assombração da DCL
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Scary Stories
A journey through the fantastic
world of grassroots imagination
of inner Brazil.
With this, the stories heard around the fire,
the author of this book presents legends of grassroots
folklore from the Paraíba Valley region, which take on
life in the form of words and drawings through his
art of telling stories on paper.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Haunted
Here you will meet supernatural beings that take on scary forms and spread fear and terror to those who dare to wander along the roads after sunset.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
A Legend of Brazilian Folklore
If you are one of those who aren’t scared,
there is nothing to worry.
Go to the woods in the late afternoon,
and call on him for a chat.
sábado, 3 de março de 2012
O Corpo-Seco
Se você é desses que não têm medo,
não há com o que se preocupar.
Vá no matão no final da tarde,
e chame ele para prosear.
não há com o que se preocupar.
Vá no matão no final da tarde,
e chame ele para prosear.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Pé de Jaboticaba
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Redenção da Serra
segunda-feira, 25 de abril de 2011
O Corpo-Seco
Estes fatos há tempos aconteceram
Os antigos já contavam
Falam sobre homens que já morreram
Mas que da morte retornavam
Se você não é de acreditar
Nunca é tarde para começar
Um morto-vivo, uma assombração
Que apavorava o povo lá de Redenção
Do meio do mato ele aparece
Geralmente quando anoitece
Muito feio e seco, de feições sujas
Assustando os cães, as caças e as corujas
No meio da floresta escura é o senhor
Não tem lenha ou cipó para o lenhador
Não passa de um velho esqueleto
Corre minha gente, corre do bicho preto
Andam sempre com insetos, mariposas
Vivos eram pessoas ruins, não faziam nada decente
Batiam em seus pais e suas esposas
É Coisa-Ruim em forma de gente
Quando morreu ninguém o aceitou
Nem no céu, nem no inferno
Na cova, até a terra o rejeitou
E hoje seu perambular é quase eterno
O ser cadavérico saiu do chão
Rondando o mundo dos vivos
Apareceu no cemitério em Redenção
Numa noite de ventania o ser nocivo
O coveiro o viu do lado da sepultura
Reconheceu o defunto e foi contar o que viu
Sumindo da vista da criatura
Acorda padre! Que o bicho já surgiu!
O padre acordou assustado naquela noite fria
Com o relato de que o velho Castro havia voltado
Colocou a batina, pegou a bíblia na sacristia
Água Benta e crucifixo, sem deixar nada de lado
Seria o velho Castro, um fazendeiro rico da região
Famoso por judiar de seus escravos
Foi carregado ainda vivo por seres da escuridão
De sua fortuna não sobraram nem centavos
Chegando lá o padre o avistou
O Corpo seco estava sentado no túmulo aberto
Seu dedo podre pro mato apontou
O morro do Gramado é o lugar certo
Mas quem levaria o finado?
Alguém de muita coragem havia de existir
O Zezinho Pereira topou carregar o danado
Disse que não tinha medo e não iria desistir
No dia seguinte eles voltaram
Da meia-noite já havia passado
Benzeram a cova e rezaram
Levando o morto ao Morro do Gramado
Foram duas horas caminhando
Rezando o Pai Nosso na estrada
E com vara de marmelo foi surrando
Batendo no lombo da alma-penada
Ela ficou no escuro perto de um bambuzal
Eles voltaram de ré até o bicho não mais avistar
A uma certa distância onde não pudesse fazer mal
E assim o Corpo-Seco despistar
Procurando atravessar por um rio
Correram na mata em alta madrugada
Antes que o Curiango desse mais um pio
Pois não passa pela água a criatura estragada
O Bento Rosa conta até então
Que já viu o Corpo-Seco
No meio do Matão
Fingindo ser um cepo
Os antigos já contavam
Falam sobre homens que já morreram
Mas que da morte retornavam
Se você não é de acreditar
Nunca é tarde para começar
Um morto-vivo, uma assombração
Que apavorava o povo lá de Redenção
Do meio do mato ele aparece
Geralmente quando anoitece
Muito feio e seco, de feições sujas
Assustando os cães, as caças e as corujas
No meio da floresta escura é o senhor
Não tem lenha ou cipó para o lenhador
Não passa de um velho esqueleto
Corre minha gente, corre do bicho preto
Andam sempre com insetos, mariposas
Vivos eram pessoas ruins, não faziam nada decente
Batiam em seus pais e suas esposas
É Coisa-Ruim em forma de gente
Quando morreu ninguém o aceitou
Nem no céu, nem no inferno
Na cova, até a terra o rejeitou
E hoje seu perambular é quase eterno
O ser cadavérico saiu do chão
Rondando o mundo dos vivos
Apareceu no cemitério em Redenção
Numa noite de ventania o ser nocivo
O coveiro o viu do lado da sepultura
Reconheceu o defunto e foi contar o que viu
Sumindo da vista da criatura
Acorda padre! Que o bicho já surgiu!
O padre acordou assustado naquela noite fria
Com o relato de que o velho Castro havia voltado
Colocou a batina, pegou a bíblia na sacristia
Água Benta e crucifixo, sem deixar nada de lado
Seria o velho Castro, um fazendeiro rico da região
Famoso por judiar de seus escravos
Foi carregado ainda vivo por seres da escuridão
De sua fortuna não sobraram nem centavos
Chegando lá o padre o avistou
O Corpo seco estava sentado no túmulo aberto
Seu dedo podre pro mato apontou
O morro do Gramado é o lugar certo
Mas quem levaria o finado?
Alguém de muita coragem havia de existir
O Zezinho Pereira topou carregar o danado
Disse que não tinha medo e não iria desistir
No dia seguinte eles voltaram
Da meia-noite já havia passado
Benzeram a cova e rezaram
Levando o morto ao Morro do Gramado
Foram duas horas caminhando
Rezando o Pai Nosso na estrada
E com vara de marmelo foi surrando
Batendo no lombo da alma-penada
Ela ficou no escuro perto de um bambuzal
Eles voltaram de ré até o bicho não mais avistar
A uma certa distância onde não pudesse fazer mal
E assim o Corpo-Seco despistar
Procurando atravessar por um rio
Correram na mata em alta madrugada
Antes que o Curiango desse mais um pio
Pois não passa pela água a criatura estragada
O Bento Rosa conta até então
Que já viu o Corpo-Seco
No meio do Matão
Fingindo ser um cepo
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